29 de janeiro de 2015

(re) começo..

Era um mundaréu de coisas, profundas, cheia de surpresas, delicadezas e medos. Assim como o raiar do sol, tudo mudou rápido, todo transbordante. Às vezes o coração doía, necessitando de colo, de uma palavra amiga, desejando um abraço. Era preciso se recompor, deixar  a janela aberta para o sol entrar pelas brechas escondidas na cortina do quarto, era preciso.

Com os olhos cerrados de lágrimas o dia avivava um novo recomeço como um abrir de uma flor às seis da manhã, como o nascer do sol. Ela desistiu  de pensar, desistiu de sentir. Ela resolveu viver, mesmo com a alma dolorida. Era o inicio de um novo (re) começo..


Não era preciso mágoas, lamentações, recordações para se prosseguir. Não se preenche a alma com sentimentos rasos, sem delicadezas. A esperança divina havia acordado mais cedo naquele dia, aquele momento já havia sido escolhido pelo divino. Ela mal percebia a grandeza do sonhos que já havia escritos no celestial. O dia se prosseguiu e a esperança reviveu. E tudo o que acontecia , era um novo nascimento, feito na terra, construído por Deus. 

Samara Veras

Um comentário:

Quintal de afetos disse...

E há de ter mesmo muita delicadeza nesta alma tua.

Com palavras de gestos vindo do coração, aqui me demoro num riso sem querer voltar.

Que bom que tudo voltou a florir. Assim que deve ser, não é?

Que lindo texto, Samara.

Beijo n'alma,
Samara Bassi.

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