13 de fevereiro de 2015

nós mulheres, nossa vez


                                                         imagem : google

O ativismo é a bola da vez, dessa vez através das mulheres. Nós, mulheres, para muitos sexos frágil, cheias de dramas, melancolias, delicadeza em excesso, já para outros, sinônimo de garra e poder, atualmente.

Lendo Shuma no livro, Dicionário mulheres do Brasil, revela-se a nossa história, nos faz enxergar o processo de colonização que sofremos, a posição da mulher branca, da negra, e da índia. A mulher negra que foi retirada da sua nação para servir  de objeto, sendo muitas vezes massacrada de uma forma cruel.

Como afirma Shuma, a mulher branca (1975 ) se destaca através da sua cor de pele, com a distinção social através da sua realidade politica , naquele contexto, buscando apresentar o seu valor. Assim também como a mulher índia  não é diferente, através da imposição de outra cultura sobre a sua, não se torna nada fácil, servindo inúmeras vezes de escrava sexual, sofrendo cada vez mais a violência sofrida na pele.

Uma realidade vivida a tanto tempo, que ainda nos faz refletir, quem somos, e qual realmente o nosso real papel da sociedade. A exploração de mulheres ainda é alarmante. O índice de criminalidade aqui no Brasil chega a nos privar muitas vezes da nossa própria liberdade, principalmente do fato de sermos apenas mulheres. A violência cresce na rua, dentro dos lares, e sua realidade se retrata nas delegacias. Quem realmente somos e qual o nosso valor?! Onde queremos chegar?

No contexto mundial também não é diferente, os números crescem referente à posição da mulher, a violência é escancarada nas mídias e não há um poder que possa controlar e mudar o quadro. Exemplo disso acontece atualmente na Nigéria e no Paquistão, onde meninas e mulheres não têm direito a educação, nem muito menos a liberdade de expressão.

Lendo Malala compreende-se a sua luta, entende-se o desejo de se lutar para que a educação também se estenda a meninas do seu país, que diante da realidade, a sua própria vida foi posta em jogo, sendo baleada e ter sobrevivo por milagres.

Algumas mulheres se destacam no contexto mundial, assim como Malala que ainda luta para uma igualdade educacional para meninas, assim também a menina adolescente  judaica , Anne Franck, nos deixou uma lição de coragem e sensatez ao enfrentar a guerra fora do seu mundo. Assim também nossas mulheres guerreiras, através do que somos, a mulher Brasileira já não somos mais as mesmas a cada geração.

 Mulheres Brasileiras a mistura da luta e da sobrevivência  também não se resta outra saída, ao ser pela luta de um nova realidade, não somente pela educação,  e nem muito menos pela nossa condição social e cultural, mas por sermos mulheres humildes, mães, jovens, dona de lares, que lutam dia a dia por uma vida melhor, e que tudo o que desejamos e queremos é sermos reconhecidas como dignidade e respeito, que é o que temos de melhor.

"Eu levanto a minha voz, não para que eu possa gritar, mas para que aqueles sem voz possam ser ouvidos... não é possível prosperar quando metade das pessoas ficam para trás."

Malala Yousafzai



"Que maravilha é ninguém precisar esperar um único momento para melhorar o mundo."

Anne Frank

Samara Veras

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